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Aplicativo que impediu crime de feminicídio foi criado por escrivã no interior de MG
- 28 de nov. de 2023
- 2 min de leitura

A série "Bom Dia Verônica" trouxe visibilidade ao trabalho dos escrivães da polícia, um papel frequentemente mal interpretado como de simples escriturário. Exemplo disso é Ana Rosa Campos, escrivã da Polícia Civil em Manhuaçu, Minas Gerais, que atua na investigação e resolução de casos policiais, dedicando-se especialmente à luta contra a violência doméstica. Inspirada pela série, ela desenvolveu a Delegacia da Mulher humanizada e o aplicativo "Chame a Frida", que oferece suporte e um serviço de denúncia através de um chatbot no Whatsapp, disponível 24 horas por dia – uma iniciativa pioneira, considerando a falta de delegacias da mulher com atendimento ininterrupto no interior de MG. Ana explica que a motivação para o projeto surgiu da dificuldade que muitas mulheres enfrentam para denunciar violência e acessar delegacias, especialmente aquelas em áreas rurais com conexão de internet limitada.

O aplicativo "Chame a Frida" já realizou mais de 700 atendimentos e contribuiu para três prisões em flagrante. Ana relata um caso em que uma mulher, após não conseguir resposta pelo 190, recorreu ao aplicativo, enviando sua localização, o que permitiu a intervenção policial e a prevenção de um possível feminicídio. Além de Manhuaçu, o aplicativo já é utilizado em outras cidades mineiras, e Ana busca institucionalizá-lo através da Polícia Civil para desenvolver um sistema ainda mais eficaz. Para lançar a assistência virtual, ela investiu recursos próprios.
Atualmente, "Chame a Frida" é um dos projetos concorrentes a um prêmio nacional da revista Marie Claire, na categoria Segurança e Justiça, que reconhece iniciativas voltadas ao combate à violência contra meninas e mulheres no Brasil.
Patricia Miranda, Advogada especialista em Direito de Familia, Dirieitos das Crianças e Adolescentes, Direitos humanos e Ressocialização.
Fonte: TJMG





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